Se estivesse viva, a cantora Cássia Eller comemoraria ontem, dia 10, 52 anos. E é nesta data que o documentário sobre a artista, “Cássia”, de Paulo Henrique Fontenelle, tem sua estreia confirmada. Depois de arrancar aplausos e lágrimas no Festival do Rio 2014, no qual participou como hour concours, e ganhar o prêmio do público de melhor documentário na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme estreia em todo o país em 29 de janeiro de 2015.
A timidez, a relação de Cássia com as drogas, o sucesso, a gravidez inesperada, a pressão da fama, as amizades e a sua morte são alguns dos assuntos abordados no filme. Os depoimentos de familiares, como a companheira Maria Eugênia Martins e o filho Chicão; de amigos como Deborah Dornellas; de jornalistas como Tárik de Souza e Arthur Dapieve; e artistas como Zélia Duncan, Nando Reis e Oswaldo Montenegro, aparecem mesclados a imagens de shows, ensaios, entrevistas e cenas da intimidade da cantora.
- As músicas da Cassia Eller fazem parte da trilha sonora da vida de muita gente. Sua arte e sua atitude continuam emocionando e influenciando as pessoas. Mas eu queria ir além e mostrar o outro lado dessa mulher que pouca gente conheceu. Uma figura tão ou mais admirável que a artista, que amava a família, o filho, os amigos era extremamente amorosa e tímida e que tinha na música e no ato de cantar uma necessidade de vida – afirma o diretor, Paulo Hernrique Fontenelle.
Companheira de Cássia por 14 anos, Maria Eugênia comenta, em depoimento, a transformação de Cássia nos palcos. “Eu tinha a sensação que ela recebia um santo mesmo, era uma coisa doida aquilo ali! Ela se transformava no palco, não era a mesma pessoa”. Em entrevista, a própria Cássia admitia que a música foi a maneira que encontrou para driblar a timidez. “Eu tenho vergonha das pessoas. Eu tenho medo das pessoas, medo de gente. A música foi uma fuga da minha incapacidade de viver socialmente com as pessoas”, revelou.
Perguntado sobre as lembranças da mãe, Chicão conta que tem algumas memórias da infância e revela que queria ter vivido mais com ela. “Lembro de jogar bola com ela, andando de skate. Eu já procurei, essas coisas vão surgindo das minhas conversas com minha mãe (Eugênia) sobre a história. Eu nunca procurei o passado da minha mãe, eu só sei porque ela é minha mãe, as pessoas me contam, perguntam certas coisas, nunca fui pesquisar, acho que não preciso”, opina. Já Nando Reis se emociona ao lembrar da amiga. “A forma como eu gostaria que ela estivesse presente não é possível. Isso é muito triste, não há como diminuir essa tristeza. Eu queria encontrá-la, ligar pra ela, gravar com ela. A minha relação com ela, a falta que ela faz é de uma forma que é muita íntima”.
- Foi um grande prazer produzir Cassia. Além de uma importante memória pra cultura musical brasileira, é também um filme sobre a nossa sociedade e sua evolução. O resultado dele é emocionante e belíssimo. Ficamos todos muito felizes com o resultado e com a recepção do público tanto no Festival do Rio quanto na Mostra São Paulo – comenta a produtora Iafa Britz.
O documentário é produzido pela Migdal Filmes, distribuído pela H2O Films, tem coprodução do GNT, da TeleImage e do Funcine e é patrocinado por Cinemark e BBDTVM.
Mais informações no Facebook do filme: facebook.com/cassiaofilme
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